Instituto lança campanha inspirada na OMS com materiais gratuitos, música educativa e mobilização nacional para conscientizar famílias e fortalecer a cultura da segurança aquática.
- 22 de jul.
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Mais de 300 mil pessoas morrem afogadas todos os anos no mundo — cerca de 30 vidas perdidas a cada hora. Quase um quarto dessas vítimas são crianças menores de cinco anos e, globalmente, o afogamento permanece entre as dez principais causas de morte de crianças de 5 a 14 anos.
Para enfrentar essa realidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu como tema do Dia Mundial de Prevenção do Afogamento de 2026, celebrado em 25 de julho, o chamado "Unir-se para mudar essa maré", conclamando governos, organizações, profissionais e cidadãos a trabalharem juntos para alcançar uma meta ambiciosa: reduzir os afogamentos em 35% até 2035.
O movimento reforça uma decisão histórica tomada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, que em 2021 reconheceu a prevenção do afogamento como uma prioridade global de saúde pública e instituiu oficialmente o Dia Mundial de Prevenção do Afogamento. Desde o ano 2000, o mundo já reduziu a taxa de mortalidade por afogamento em aproximadamente 38%, demonstrando que a prevenção funciona. No entanto, os números ainda mostram que milhões de pessoas permanecem expostas a riscos evitáveis, especialmente em países de baixa e média renda, onde mais de 90% das mortes ocorrem em rios, lagos, reservatórios, poços e piscinas.
O desafio brasileiro
No Brasil, o cenário continua preocupante. Segundo dados do Ministério da Saúde compilados no Relatório Brasil de Afogamentos, da SOBRASA, 16 brasileiros morrem afogados todos os dias — uma morte a cada 90 minutos.
Anualmente, aproximadamente 5.740 pessoas perdem a vida dessa forma. O afogamento é a segunda principal causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos, a terceira entre 5 e 10 anos e a quarta entre jovens de 11 a 24 anos. O consumo de bebidas alcoólicas está presente em pelo menos 15% dos casos fatais, enquanto cerca de 31% dos afogamentos acontecem durante o verão, período de maior exposição às atividades aquáticas.
Campanha mobiliza escolas de natação em todo o país
Como parte da mobilização mundial, o Instituto de Natação Infantil (INATI) lançou uma campanha nacional utilizando os personagens da Turma do Tokinha, alinhada ao tema da OMS "Vamos juntos mudar essa maré" (toque aqui e baixe os arquivos aqui).
A campanha disponibiliza gratuitamente materiais educativos para redes sociais, vídeos, cards e uma música especialmente produzida para a data, incentivando escolas de natação, academias aquáticas, professores e demais profissionais do setor a desenvolverem ações de conscientização junto aos seus alunos e familiares.
Todo o conteúdo pode ser acessado e compartilhado por meio do perfil oficial do Instituto no Instagram (@inati.brasil), ampliando o alcance da mensagem e estimulando que cada profissional se torne um agente ativo na prevenção dos afogamentos.
"O combate ao afogamento depende da participação de toda a sociedade. As escolas de natação têm um papel estratégico porque estão diariamente em contato com milhares de famílias e podem transformar informação em comportamento preventivo", destaca o INATI.
Um compromisso permanente com a segurança aquática
A atuação do INATI na prevenção do afogamento não se limita ao Dia Mundial. Desde 2012, o Instituto idealiza e coordena o Mês Nacional de Segurança Aquática, realizado anualmente em novembro, mobilizando profissionais, instituições públicas e privadas e a sociedade em torno da prevenção.
O reconhecimento da relevância desse trabalho culminou, em 2025, na sanção da Lei Federal nº 15.258, que oficializou o Mês Nacional de Segurança Aquática no calendário brasileiro, consolidando uma importante política pública de conscientização e valorizando o trabalho desenvolvido pelo Instituto junto ao Congresso Nacional.
Rafaele Madormo
Diretor Executivo
INATI – Instituto de Natação Infantil
Sandra Rossi Madormo
Diretora Técnica e de Conteúdo
INATI – Instituto de Natação Infantil



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